sexta-feira, fevereiro 17, 2017


Lojas comuns podem virar franquias; veja marcas que fazem a conversão

Alessandra Carrero e o marido Evandro Marcos Carrero trabalharam por dez anos para consolidar sua empresa, a MR Cópias, em Jundiaí, a 58 km de São Paulo. Em busca de atualizar o negócio, eles descobriram numa feira do setor gráfico como poderiam elevar o status da empresa sem perder a clientela: convertendo-se em uma franquia.

Foi necessário fazer investimentos iniciais, principalmente em adequações físicas. Mas, um ano depois da assinatura do contrato com a Alphagrafics, e nove meses depois de trocar de nome, a empresa já comemora os resultados. "Tivemos crescimento de 25% a 30% no faturamento e ganhamos visibilidade no mercado", declara.

Algumas franquias já oferecem a possibilidade de um serviço ou comércio próprio adotar a bandeira da rede. Pequenos mercados, óticas, imobiliárias ou farmácias, por exemplo, podem procurar o apoio de uma franqueadora para profissionalizar sua operação independente. As taxas (franquia, publicidade, royalty) variam de acordo com a marca e podem comer uma fatia do faturamento.

Segundo a empreendedora, as oportunidades também se ampliaram após a conversão. "Grandes empresas instaladas no polo industrial de Jundiaí já nos enxergam como potencial fornecedor, pois sabem que podem encontrar uma unidade Alphagraphics em outros lugares do mundo", declara.

Outros benefícios vieram com a franquia, como certificações e aumento da produtividade. "Tivemos que mudar processos para ficarmos alinhados ao modelo da franqueadora e também para conseguirmos as certificações exigidas. Isso nos deu processos mais estruturados e está nos ajudando a usar melhor a nossa capacidade produtiva", diz.

Com a mudança, a gráfica passou a contar com suporte e treinamentos constantes para os funcionários, descontos de fornecedores que vendem em grande volume para a rede e incremento tecnológico.

"Inicialmente, fiquei com medo de trocar o nome do estabelecimento porque estou numa cidade do interior e a primeira reação das pessoas é pensar que o negócio faliu ou mudou de dono. Mas a transição foi feita devagar e cuidadosamente, então, nossos clientes entenderam e gostaram da mudança", diz a empresária.

Mudança é arriscada, mas pode ajudar a levantar negócio
Maria Teresa Somma, consultora na área de expansão de negócios e autora do livro "Franquia ao alcance de todos" (Editora Opus), diz que não apenas o empresário, mas também os funcionários e os antigos clientes precisam se adaptar.

"Converter-se em franquia é como fechar as portas e abrir um novo negócio. Há novos investimentos, os produtos e os fornecedores podem mudar, portanto, é fundamental informar funcionários e clientes sobre as novidades por meio de ações de marketing", declara.

A consultora diz ainda que a mudança para franquia também pode ajudar negócios que estão em baixa. "Uma marca conhecida chama mais atenção. Fazendo um trabalho de marketing correto é possível manter os clientes antigos e conquistar novos", afirma.

Franqueadoras têm critérios diferentes para seleção dos estabelecimentos Rodrigo Abreu, sócio-presidente da Alphagraphics, diz que o critério para a seleção de estabelecimentos que podem ser transformados em franquias da rede leva em conta a solidez do empresário na praça em que atua, seu nível de abertura em relação às mudanças e modernizações do setor, seu atual parque de equipamentos e se a região em que está instalado faz parte dos planos de expansão da franqueadora.

"Não queremos pessoas que buscam solução para um negócio que vai mal, procuramos empreendedores que possam acrescentar, trazer experiências", afirma. Por isso mesmo, é importante que a conversão aconteça de maneira gradativa, para não espantar os antigos clientes.

"O processo completo de conversão leva de nove meses a um ano. Cerca de três meses antes de mudar a bandeira, entramos em contato com todos os clientes e avisamos e explicamos a transição, convidamos para a inauguração, enfim, procuramos inclui-lo no processo", declara Abreu.

Rede de minimercados busca candidatos em feiras

Felipe Pagotto, diretor de franquias da rede de supermercados Dia, diz que o processo de captação de franqueados funciona de várias formas. "O Dia busca candidatos por meio de ações de marketing, como participação em feiras de franquias e em eventos relacionados ao mercado varejista; anúncios e equipes de prospecção, mas o interessado também pode entrar em contato conosco diretamente", afirma.

Segundo Pagotto, entre os requisitos exigidos pela rede Dia estão gosto por trabalhar com o público, grande capacidade administrativa e de pessoas, disponibilidade parta manter-se à frente do negócio por longos períodos.

Todas as franqueadoras fazem uma análise do perfil do candidato, para avaliar se ele se encaixa na cultura da empresa. Isso ajuda a evitar problemas de adaptação aos métodos e processos de gestão da franquia. Esses problemas têm ainda mais possibilidades de acontecer com o empreendedor que já estava acostumado a gerenciar com métodos próprios.

                                 Fonte: Larissa Coldibeli Do UOL, em São Paulo


“Mesmo com crise, setor de alimentação continua a crescer no Brasil” já era previsão da Forbes Brasil em 2015.

“Chi va piano, va sano e va lontano.” Diz o provérbio italiano que quem vai devagar, com calma e tranquilidade, vai longe. É isso o que prega o Vapiano, rede de casual dining italiana nascida em Hamburgo, na Alemanha, em outubro de 2002, e hoje com 152 casas espalhadas por 30 países. Globalmente, a rede faturou cerca de € 386 milhões. Só na Alemanha são 60 unidades em operação — a maior chega a servir 2,4 mil refeições por dia. Criado por um alemão casado com uma italiana, hoje o Vapiano tem sócios como os donos das empresas alemãs Puma (de artigos esportivos) e Wella (de cosméticos).

Quem pisa pela primeira vez no lugar é surpreendido pela imensidão do estabelecimento — o menor tem 650 metros quadrados e o maior, de Munique, 1,2 mil metros quadrados. As longas mesas de carvalho para compartilhar a refeição chamam a atenção, assim como os pratos de massas, as pizzas, antepastos e saladas, todos produzidos na hora e solicitados diretamente aos chefs em estações individuais. Nas mesas, vasos de ervas frescas vão além da decoração. Os preços são atrativos e seguem os praticados na Europa. Uma massa custa entre € 6 e € 7. As pizzas individuais, grandes e finas como as da Itália, saem entre R$ 20 e R$ 26.

Desde que pisou no Vapiano de Stuttgart em 2007, o jovem Brenno Floriano, um engenheiro de produção mecânica de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, apaixonou-se pelo projeto. Tanto que procurou os alemães na sequência para trazer a marca ao Brasil. Depois de anos de negociação — “alemão é rígido, extremamente criterioso e pede uma operação germânica” —, ele ganhou um contrato de exclusividade para operar a marca no estado de São Paulo e, futuramente, associar-se à matriz em uma joint-venture com foco no território nacional. Mas, antes, sua irmã e sócia passou um ano em treinamento pré-abertura na Alemanha. A primeira unidade no país foi aberta em 2012, em Ribeirão Preto, e a segunda no fim do ano passado no bairro do Itaim, na capital paulista. Até o momento, Floriano investiu R$ 14 milhões no negócio.

“A ideia é ter 50 unidades no Brasil em dez anos, a partir do início da joint- venture em 2016, quando um vice-presidente do Vapiano virá morar no país. Eles querem fazer do Brasil o segundo maior polo de investimento deles, depois da China, onde estão entrando agora.” Depois de dez anos trabalhando com carros e motos, Floriano vendeu as duas concessionárias Ducatti que administrava em Ribeirão Preto para atuar em gastronomia. “Eu sempre fui apaixonado por culinária. E, além disso, esse setor tem muito mais potencial que o outro, que está terrível com o dólar do jeito que está. Em 2011, importei 40 carros. Em 2012, quatro.”

Essa mudança de rumo na vida de Brenno, que hoje tem 36 anos, é um reflexo do potencial de crescimento que o setor de food service apresenta para os próximos anos, apesar do cenário econômico instável e a da concorrência acirrada no segmento. “O mercado cresce e vai continuar crescendo por vários fatores, dentre eles a vida urbana. Não dá para sair da Avenida Paulista e voltar para casa, em Aldeia da Serra [Barueri, SP], para almoçar. Fora que o discurso de que você deve se alimentar seis vezes ao dia vai crescer”, aponta Caio Gouvea, diretor de food service da GSMD — Gouvêa de Souza.

Mesmo que o food service tenha crescido entre 5% e 6% em 2014, abaixo dos dois dígitos registrados nos últimos tempos, Gouvea lembra que este é um excelente número se levado em consideração o desenvolvimento do PIB. “Ainda há muitas oportunidades no setor nos próximos anos. Se os brasileiros não explorarem, será aproveitada pelos grupos que vêm de fora, com a força do dólar”, alerta.

No Brasil, a alimentação fora do lar representa 33% dos gastos com alimentos e bebidas e deve levar todo setor de food service a movimentar por volta de R$ 300 bilhões ao final de 2015. E esse número pode crescer. Enquanto um americano compromete cerca de 40% de sua renda disponível com alimentos e bebidas, no Brasil ainda há espaço para crescer. Isso explica o fato de as classes A e B consumirem mais fora do lar e apresentarem expectativas elevadas. “À medida que houver mais renda disponível nas classes C, D, E, o setor crescerá mais”, observa Gouvea.

A cerca de dez quarteirões do Vapiano há outro negócio europeu em operação que também faz planos de expansão. Trata-se da padaria belga Le Pain Quotidien, fundada em 1990 pelo chef Alain Coumont, que é adepto das criações artesanais e orgânicas. Embora o aroma da casa leve o cliente a buscar pães (doces e salgados) na vitrine, o cardápio traz muitas opções para quem quer se alimentar de forma saudável. Motivo até que levou a marca criada há 25 anos em Bruxelas a ter 40 unidades em operação em Nova York.

Em São Paulo, a Le Pain Quotidien tem quatro unidades em operação no momento — Shopping Cidade Jardim, Shopping Vila Olímpia, Itaim Bibi e Vila Madalena (no endereço foi montada uma fábrica que abastece todas as lojas). Segundo a diretora de operações, Flavia Lorenzetti, o plano é abrir mais três casas na capital neste ano e chegar ao início de 2017 com dez unidades em operação. “Atualmente, as quatro unidades faturam R$ 1 milhão por mês. Com a abertura da quinta, já devemos atingir o break even.”

O espaço atrai muito do consumidor típico de food service, como os profissionais liberais que passam o dia na rua e buscam lugares para se alimentar e também trabalhar, mulheres preocupadas com a saúde, e até mesmo aquele consumidor aparentemente sem pressa. Esse é o caso do aposentado Roberto Aranha de Oliveira Arruda, de 81 anos. Morador do bairro do Itaim, ele é frequentador assíduo do Le Pain Quotidien, chegando a visitar a casa duas vezes por dia, antes ou depois de suas malhações diárias no clube. Quando perguntado sobre a razão para comer tanto fora de casa, ele responde: “Eu não tenho tempo para perder cozinhando.”

Apesar da inflação alimentar que pressiona os custos e as margens de restaurantes, lanchonetes e padarias, Marcio Blak, diretor da Varejo & Consultoria, diz que alguns setores primários, como transportes e alimentação, permanecem operando bem​. “Temos todos que comer, seja em casa, seja na rua​. E a cada dia mais o mercado de comida fora do lar aumenta. Jovens vão morar sozinhos, casais se separam e novos lares surgem e a mulher está cada dia mais inserida no mercado de trabalho. Exemplos que levam ao aumento do setor, principalmente do café e do almoço fora do lar.”

Uma marca que virou um fenômeno no Brasil é o Subway, com mais de 1.800 restaurantes espalhados por 490 cidades do país. Hoje, a rede tem no Brasil seu quarto maior mercado mundial em número de lojas — ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra — e segundo em rentabilidade, perdendo apenas para a terra do tio Sam. “Passamos o México em 2013 e, depois, a Austrália, em 2014, em número de lojas. Nossa taxa de crescimento anual nos últimos anos é de 30%”, conta Roberta Damasceno, gerente nacional do Subway. No momento, ela conta que a rede tem 428 contratos já fechados para abertura de unidades que vão além dos tradicionais shoppings e lojas de rua. A marca também tem aderido a postos de combustível, hipermercados e universidades. “Nos Estados Unidos eles já operam até dentro de igrejas e empresas.” O tíquete médio no Brasil é de R$ 15, o que explica o tamanho do sucesso.

O avanço do Subway também tem acelerado os negócios de fornecedores de serviços logísticos, como é o caso da americana Martin Brower. Só no Brasil, ela atende pesos-pesados como McDonald’s, Bob’s, Giraffa’s, AppleBee’s e Freddo. “O mercado de food service no Brasil não é moda nem passageiro. Ele é grande e ainda tem muito espaço para crescer”, conta Tupa Gomes, presidente da Martin-Brower na América Latina e presidente do Instituto Food Service Brasil. Além disso, Gomes também é responsável pelo desenvolvimento da empresa em todo o mundo.

Desde janeiro, ele dá expediente em Chicago, na matriz da Reyes Holdings, a 11ª maior empresa privada da América, com quase 17.000 funcionários, receita anual de US$ 30 bilhões e três divisões: The Martin-Brower Company (serve restaurantes de alimentação rápida), Reyes Beverage Group (entrega cerveja em bares e restaurantes) e Reinhart FoodService (atende restaurantes de todos os tipos nos Estados Unidos). Gomes revela que está conduzindo estudos de viabilidade para trazer a Reinhart ao país. “Seu atendimento vai além das redes de franquias. Ela atende os restaurantes individuais com mais de 15 mil itens, enquanto a Martin-Brower fornece por volta de 4.000.

A BRF também tem feito bom proveito do boom do food service ao atender clientes locais e globais, como Galetos, Ráscal, Outback, McDonald’s, além de restaurantes individuais. “Esse negócio cresce duas vezes o PIB”, diz Fernando Erne, diretor de food service da BRF. Sua área representa por volta de 10% de toda a receita da BRF e fornece desde frango, carne, salsicha, margarina, dentre outros produtos. “Os clientes têm demandado cada vez mais produtos porcionados e de maior valor agregado. No passado, nossa proporção de frango inteiro era muito maior do que é hoje. Os produtos in natura vêm perdendo espaço e, mesmo quando são solicitados, são entregues desossados e porcionados”, revela.

O potencial do food service, lembra Erne, é tão grande que ele também tem ditado tendências nos supermercados. “Estamos tentando explorar a criação de hábitos nos restaurantes para casa. Um exemplo foi a disseminação no consumo de costela pelo Outback, o que levou o produto ao supermercado. Com a Pizza Hut foi igual após a popularização do pepperoni”, observa.

Na ponta da pirâmide, a culinária mais refinada também parece ir bem. No Grupo Egeu, dono de oito casas (cinco unidades do General Prime Burger, duas do Italy e uma do Kaá), os negócios vão bem. “Neste ano, devem surgir boas oportunidades em relação a pontos e centros empresariais. E o Italy, sem dúvida, vai expandir, assim como o General Prime Burger”, conta Paulo Ricardo, CEO do Grupo Egeu. A última unidade da casa italiana foi aberta em novembro, no Shopping Market Place, no Morumbi (em São Paulo).

Já o restaurante franco-italiano Kaá é o que Ricardo chama de “menina dos olhos verdes e azuis do grupo”, dados os destaques recebidos em revistas como a Wallpaper, que, em 2010, o posicionou como o melhor restaurante novo do mundo. A casa, assim como o Italy, aparece no Guia Michelin 2015. Os convites para levar o Kaá para além dos muros paulistanos são frequentes. Há desejo de instalá-la em outras capitais brasileiras e também nos Estados Unidos. “É algo que a gente tem olhado com certo cuidado, para fazer uma análise mais assertiva.” A expansão pode vir no futuro, mas sem pressa.

O cenário para o Grupo Egeu tem se mostrado positivo, apesar dos desafios da economia. “Como as pessoas acabam cortando gastos e as viajando menos nos fins de semana, isso acaba tendo uma compensação no lazer gastronômico de São Paulo”, acredita Ricardo. O faturamento do grupo no ano passado foi de cerca de R$ 60 milhões, um aumento de 7% em relação a 2013. Com a alta dos alimentos, no entanto, as margens de lucro ficaram muito pressionadas, não ultrapassando os 8% ante as de 10% a 12% em 2013. “Não dá para repassar o aumento no cardápio a toda hora, motivo que nos levou a segurar os reajustes”, conta Ricardo. A boa notícia, acredita, é que neste ano haverá uma recuperação de margem, retornando aos patamares de 2013.

Já no restaurante Tre Bicchieri, criado em 2010 pelas mãos de três profissionais egressos do Fasano (Cid Simão, Rodrigo Queiroz e Marcos Freitas), o ano vai bem, com desempenho que supera as preocupações geradas pelo mercado. “Muitos restaurantes abrem e fecham em São Paulo. As pessoas ficam curiosas, vão conhecer, mas acabam voltando aos lugares que gostam”, observa Queiroz, o chef da casa, que acumula um extenso currículo em cozinhas celebradas como a toscana Enoteca Pinchiorri e o nova-iorquino Daniel Bouloud.

Com um segundo restaurante, o Tre, instalado desde 2012 no Shopping JK Iguatemi, o trio planeja abrir uma terceira casa ainda este ano na capital paulista. “Caberia um nos Jardins, por exemplo. Já pensamos no Rio de Janeiro, mas voltamos atrás para focarmos mais em São Paulo”, conta Queiroz. O tíquete médio da casa é de R$ 150. Apesar do preço que traz um público mais seletivo, o desempenho do primeiro trimestre das duas unidades foi surpreendente e cresceu 14%. “Estamos otimistas”, conta o outro sócio, o sommelier Marcos Freitas. Em sua área, ajustes foram inevitáveis. Por conta da crise e da alta do dólar, ele renegociou preço com os fornecedores de vinhos. Hoje, 80% da carta de vinhos têm preço de dois dígitos. Antes, apenas 30% ficavam nessa faixa.

Embora o almoço seja o horário mais procurado pelo consumidor que se alimenta fora do lar, a noite é um grande negócio para os empresários do ramo. Com exceção dos fins de semana, o restaurante Brown Sugar, nos Jardins (em São Paulo), só abre para o jantar. De sexta e sábado, a cozinha fecha às 2h da manhã. “Não posso reclamar em relação ao movimento e ao faturamento. Em março, faturamos o que não faturávamos há dois anos. O que caiu foi a margem, por conta da alta dos preços, mas faremos reajustes em breve”, diz Marcelo Bruni, sócio da casa que também é forte em coquetelaria.

A noite também é um dos alvos da Cia. Tradicional do Comércio, um negócio criado em 1995 por seis amigos, entre 25 e 30 anos sem grandes perspectivas em suas carreiras em multinacionais, que decolou. Da paixão em comum pela gastronomia, eles criaram um “bar ideal”, o Original, que existe até hoje. “Para a nossa surpresa, ele foi um enorme sucesso, embora fôssemos amadores. Acertamos ao adotar um formato simples, mas com alta qualidade de atendimento e preocupação grande com os petiscos servidos”, lembra Ricardo Garrido, sócio e diretor de inovação e expansão da Cia. Tradicional do Comércio, hoje composta por 25 operações das marcas Original, Pirajá, Astor, SubAstor, Bráz Pizzaria, Lanchonete da Cidade, Ici Brasserie e a recém-aberta Bráz Trattoria, no Shopping Cidade Jardim (em São Paulo).

O termômetro da operação e o potencial do negócio podem ser medidos pelo interesse de terceiros na companhia. No ano passado, o fundo 2+capital, dos donos do Grupo Boticário, Artur Grynbaum e Miguel Krigsner, comprou uma participação minoritária da Cia. Tradicional do Comércio, dada a expectativa de avanço do negócio. “Eu não participo do dia a dia, pois os fundadores entendem muito do setor”, comenta Grymbaum.


Após um 2014 “surpreendentemente bom”, com a inauguração de quatro novas unidades que puxaram o desempenho para cima, este ano será de investimento, com a abertura de quatro casas do ICI e Bráz. “Em São Paulo ainda tem espaço para crescer. Talvez, a partir de 2016, a gente comece a depender da saída para outras cidades”, promete.

                  Fonte: Brasil Forbes Por Françoise Terzian

quinta-feira, fevereiro 16, 2017


ESCOLHO NEGÓCIOS PELO POTENCIAL DE RETORNO, DIZ MULTIFRANQUEADO
Yaron Goldman, dono de 35 franquias de alimentação, baseia-se nos números de uma unidade e no plano de expansão da marca para se decidir pelo investimento.


Yaron Goldman, 42 anos, começou na franchising como funcionário, trabalhando em uma unidade da lanchonete McAlister’s Deli para pagar a faculdade. Hoje, tem 35 restaurantes, não só da McAlister’s mas também da MOD Pizza. Em breve, vai começar a abrir unidades da Fuzzy’s Taco Shop, de comida mexicana.
O multifranqueado, que está baseado na cidade de Charlotte, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, conta abaixo por que decidiu ter várias unidades de franquia e como escolhe as marcas para investir.

Por que se tornou multifranqueado?

Eu comprei minha primeira franquia da McAlister’s Deli em 1998, quando tinha 22 anos. Quando vi que era possível escalar a operação, pegar o template de uma unidade e repeti-lo várias vezes, decidi comprar a segunda unidade. Isso foi em 1999. Dali em diante, pensei: “isso pode virar um grande negócio”.

Que tipo de infraestrutura você teve de desenvolver para cuidar das suas lojas?
Não tínhamos nada, então construímos tudo do zero. Ao longo do tempo, contratamos um executivo de finanças, uma equipe de recursos humanos, especialistas em tecnologia da informação e um profissional de controladoria. Essa estrutura de back office só começou a se sustentar a partir da décima unidade. Mas eu tinha um planejamento para isso – sabia, com base nas vendas e na lucratividade, que teria de chegar a dez unidades para justificar a estrutura.

Como você escolhe em que marcas irá investir?

A razão mais importante são os números – se é possível ganhar dinheiro no restaurante e qual é a taxa de retorno. Eu investi nessas três marcas porque têm bons números, uma boa equipe de liderança e um plano de crescimento factível em mercados em que eu quero empreender. E também porque eu gosto da comida. Eu e minha família comemos nesses restaurantes, então para mim isso é um bom sinal.

Você escolhe marcas regionais ou nacionais?

As marcas que eu escolhi até agora são regionais. Eu empreenderia com marcas nacionais, mas ainda não encontrei uma que fizesse sentido. Geralmente, é mais difícil entrar nas marcas nacionais porque há menos mercados disponíveis para novos planos de expansão.

Qual é a abrangência geográfica dos seus investimentos?

Estamos em dois estados. Até o começo do ano passado, eu tinha 70 unidades, a maioria da McAlister’s Deli, em sete estados. A distância entre uma loja e outra chegava a 1.600 km. Decidi que, se estivesse em poucos estados, poderia investir em outras marcas. Então vendi metade das lojas e comecei de novo.

Quais eram os desafios de estar em uma área tão grande?

Do ponto de vista operacional, é mais difícil executar o planejado e implementar a cultura da empresa. É difícil gerenciar os restaurantes de longe, o serviço perde qualidade. As pessoas da equipe passam muito tempo no avião, quando deveriam estar nos restaurantes ajudando a melhorar as vendas e a construir a cultura do negócio.

Quando você parou de trabalhar diretamente nas lojas e começou a trabalhar mais com indicadores?

Quando eu tinha seis lojas. Foi então que eu realmente comecei a ser um gestor do negócio, um executivo, e a passar menos tempo na operação dos restaurantes de fato. Essa mudança foi boa, mas eu fiquei muito nervoso no começo. Estava acostumado a trabalhar com a manutenção dos restaurantes – fazer a comida, cuidar da limpeza etc. Acalmei quando vi que o crescimento seria muito maior se eu estivesse fora do dia a dia das lojas.

Quais são as características de um bom multifranqueado?

É preciso saber empoderar as pessoas para que elas tomem decisões. Você não controla tudo. Se você tem um restaurante e fica lá todo dia, é dono de um emprego. Mas, se você é dono de um negócio, precisa dar poder às pessoas e deixá-las administrar o negócio para você. Dar a elas o direcionamento e as ferramentas para fazer isso. Eu tenho hoje 1.500 empregados, então preciso trabalhar dessa forma.

O suporte que a rede dá ao multifranqueado é diferente?

Eles dão menos suporte no nível operacional e mais no nível estratégico. É uma conversa diferente, com menos check list, menos listas do que estamos fazendo certo ou errado na operação, e mais números e estratégia.
Os franqueadores procuram você para que invistam nas marcas deles?
Sim, eu recebo telefonemas uma vez por semana de pessoas que querem que eu abra franquias delas. É um fenômeno interessante. Uma vez que você começa a ter sucesso, as pessoas querem que você faça parte da marca. A maioria são coisas em que eu não tenho interesse, mas sempre tenho ouvidos e olhos abertos para oportunidades.

E para quais você diz não?

Se a geografia não faz sentido, se não dá para ganhar dinheiro ou se não é um restaurante onde eu comeria. Aparecem muitas propostas como uma marca nova da costa oeste que fala “ei, abra uma loja da nossa marca na Carolina do Norte [costa leste]”. Eu não quero fazer isso. Não há nenhum conhecimento de marca na região e seria muito difícil executar o projeto.

                               Fonte: Por Mariana Iwakura Pequenas Empresas Grandes Negócios 

quarta-feira, fevereiro 15, 2017


Benefícios de vender online em tempos de crise

Ou como o Delivery pode ajudar a driblar a crise!


Em tempos de crise, o empreendedor acaba tendo que escolher entre reduzir custos ou aumentar preço. Se aumentar o preço, há o risco de afastar clientes (que, claro, também estão sujeitos à crise). Resta diminuir custos, mas há uma máxima que se deve ter em mente: não diminua sua qualidade. Então, onde buscar economia?
O comércio virtual pode ser uma saída, já que possui custos bem mais baixos que os do comércio tradicional: é necessário um investimento inicial menor e poucos gastos com manutenção de espaço, podendo a empresa se localizar em áreas menos concorridas da cidade, já que ela vai ao cliente, e não o contrário.
Há também um grande alcance geográfico, podendo uma pequena empresa ganhar facilmente o país com relativo investimento em publicidade, que pode ser eficiente e focada em seu público alvo, conseguindo até mesmo um engajamento e fidelidade digno de marcas tradicionais, a depender da qualidade de seu produto e de sua proposta.
Além do mais, apostar na venda online vai fazer com que se acerte em um público cada vez maior nas grandes cidades: jovens que trabalham bastante e querem aproveitar suas poucas horas de lazer sem ter que se sujeitar ao trânsito, pesadelo das vidas de seus pais e que usam com facilidade aplicativos em celulares e tablets. Uma camiseta, um livro ou um lanchinho entregues em casa ou no escritório é a melhor pedida.
Claro que há problemas a serem enfrentados, como preços caros de frete, tanto entre cidades quanto dentro da própria cidade, e a ameaça de novos impostos que podem atrapalhar o comércio eletrônico, cabendo ao empreendedor planejar com cuidado se escolherá o mundo virtual. Aliás, toda decisão deve ser muito bem pensada, não é mesmo?
                 Fonte: GO Delivery 

terça-feira, fevereiro 14, 2017

EMPRESA FAZ ENTREGA DE "SALADA FAST-FOOD" EM SÃO PAULO

A vida corrida das grandes cidades deixa muita gente sem tempo para aproveitar o horário de almoço. Às vezes, não dá nem para sair do computador. A alternativa é ligar para um serviço de entrega qualquer. O problema é que a comida, provavelmente, não será das mais saudáveis. No entanto, uma empresa abriu suas portas com o objetivo de unir a praticidade do Delivery a uma alimentação de qualidade: a Salada Urbana, que entrega saladas e massas em potes de vidro.

O criador da empresa é o paulista Luis Lopes, 45 anos. Acostumado a viajar pelo mundo, ele conheceu um negócio semelhante nos Estados Unidos. A diferença é que, no país, os produtos em vending machines. "Quis fazer algo parecido, mas ainda mais saudável. Quis vender algo realmente natural, sem conservantes, e pensei que o Delivery seria uma boa ideia", afirma. Lopes começou a trabalhar no projeto no fim de 2013 e abriu a empresa em junho. Segundo ele, o investimento no negócio foi de aproximadamente R$ 100 mil.

São sete saladas diferentes, cada uma com características diferentes: há opções antioxidantes, Detox e funcionais, além de variedades clássicas, com itens da estação e ingredientes variados. Três tipos de molho – caesar, italiano ou azeite – acompanham as saladas. A empresa também vende massas integrais, que acompanham molho ao sugo ou Alfredo.

Todos os produtos custam R$ 18. Também é possível comprar kits. Neste caso, quanto mais potes, mais barato é o preço final por unidade. É possível comprar os produtos por telefone ou pelo site da empresa.

A sede da Salada Urbana fica na Granja Viana, distrito na região metropolitana de São Paulo. Mesmo assim, as operações da empresa estão focadas na capital. Não é cobrado frete para pedidos de quatro bairros da cidade: Moema, Pinheiros, Itaim Bibi e Jardins. Para outras regiões, é preciso fazer um pagamento adicional para receber os produtos.

Os pedidos devem ser feitos com pelo menos 24 horas de antecedência. Por trabalhar com produtos sem conservantes e prazo de validade menor, a empresa pede esse prazo para ter uma quantidade de itens compatível à demanda do dia. "Nos comprometemos a fazer a entrega até às 11h30 do dia seguinte", diz Lopes.

A escolha pelo vidro, segundo o empreendedor, deu-se porque o material não interfere no sabor dos ingredientes. "O vidro é mais caro, mas não altera o sabor e pode ser reutilizado", afirma. Além disso, a Salada Urbana se encarrega de destinar os potes usados a empresas de reciclagem. "Depois da segunda compra, o entregador pode recolher os vidros usados pelos clientes. Cerca de 80% das pessoas devolvem os recipientes", afirma. Os clientes recorrentes ainda podem participar de uma promoção: a cada 20 potes devolvidos, eles ganham uma salada grátis.


Para o futuro, os planos são vários. Um dos caminhos é colocar geladeiras com os potes em academias. Além disso, ele já pensa em ampliar a operação, a fim de oferecer frete grátis para outras regiões de São Paulo. Por fim, o empreendedor já estuda a entrada do negócio no franchising. Mas nenhum desses cenários é concreto. "Tudo ainda é muito novo. Não imaginava tanto sucesso. Vamos estudar o melhor caminho a seguir."

                               Fonte Pequenas Empresas Por Adriano Lira

segunda-feira, fevereiro 13, 2017


MICROFRANQUIA - Oba! Escondidinho Delivery

Quer investir em uma franquia com baixo investimento? Conheça a Franquia Oba! Escondidinho Delivery. Você terá condições de iniciar seu próprio negócio em um ponto comercial ou em ponto de venda em sua própria residência. A H.SharersGroup proporciona aos parceiros uma estrutura completa pra você ganhar sua liberdade financeira.

Com investimento inicial a partir de R$ 12.000 e retorno previsto para menos de 06 meses, após o início da operação, o potencial do mercado é extenso e o franqueado poderá vender para o consumidor final em empresas, residências e operar em Food Truck. “As possibilidades para o empreendedor são enormes” afirma Ivan Lima Diretor da H.Sharers administradora da marca.

Uma estimativa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) indica que o mercado de Delivery de alimentos movimentou R$ 9 bilhões em 2015, totalizando um aumento de R$ 1 bilhão em relação ao ano de 2014. Esse crescimento é alavancado pela tecnologia, que traz comodidade para quem compra, e também por uma maior diversidade de franquias especializadas neste segmento que oferecem o serviço.

A falta de tempo e a difícil mobilidade nos grandes centros urbanos contribui cada vez mais para busca de produtos com entrega em domicílio. Pensando neste cenário a H.Sharers Group Lançou a rede Oba! Escondidinho Delivery e pretende abrir até o fim de 2017 20 unidades em São Paulo Capital.

O objetivo é atender os bairros e as regiões onde se concentra um grande número de profissionais que busca fazer suas refeições nas empresas, a Oba! Escondidinho terá operação de expedição nestas regiões e em bairros com lojas físicas, todos os pedidos serão realizados através do e-commerce (Site) App próprio e uma central de pedidos via telefone que direciona para a região que originou a demanda. Em breve contará ainda com o UBER EATS.

As primeiras unidades entram em operação na região Central, Bela Vista, Tatuapé Pinheiros e Vila Mariana. Segundo o Diretor da H.SharersGroup Ivan Lima a Oba! Contará com uma central de produção com matéria prima de alta qualidade, onde produzirá todos os itens de cardápio, reduzindo a zero o custo de operação dos nossos parceiros e aumentando com isso a padronização e qualidade dos produtos.

O Escondidinho é um prato bastante popular nos estados brasileiros do Nordeste. Feito com carne-de-sol, jabá ou frango desfiado, coberto com purê de macaxeira, temperado com manteiga de garrafa e gratinado com queijo coalho.

Além das receitas tradicionais produzimos outras versões como Strogonoff de carne, Calabresa C/Bacon, Picadinho Paulista, todos produzidos com ingredientes frescos e sem conservantes.

Fatores importante para decidir por uma Franquia Oba! Escondidinho.

  • Baixo custo de aquisição;
  • Retorno de 06 a 12 meses;
  • Não há necessidade de investimento em loja física;
  • Financiamos até 50% da taxa de Franquia;
  • Flexibilidade e maior alcance do negócio;
  • Venda direta ao cliente;
  • Não cobramos taxa de Royalties;
  • Consultoria de campo;
  • Apenas um funcionário na operação;
  • Treinamento completo para iniciar os trabalhos;
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sexta-feira, fevereiro 10, 2017

Vantagens das microfranquias - Você decidiu investir em uma franquia, mas aí surgiu a dúvida: uma microfranquia ou uma franquia tradicional? 

Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor de Microfranquia registrou crescimento de 14,7% em 2014. Das 2.942 redes existentes no Brasil, 433 possuem modelo de negócio com investimento reduzido.

Conceito de microfranquia

Para começar, vamos entender melhor do que se trata uma microfranquia. Segundo a ABF, microfranquias são franquias que tenham investimento inicial estimado em até R$ 80 mil. Tirando a questão do valor, as microfranquias são iguais às franquias convencionais, possuindo os mesmos direitos, riscos, obrigações e desafios.
Também vale desmistificar a ideia que muita gente tem das microfranquias como negócios para trabalhar de casa ou no estabelecimento de clientes, sem a necessidade de uma sede comercial. Apesar de existirem muitas microfranquias que se encaixem nesse perfil, esse tipo de negócio pode, sim, vir a ter ponto comercial. Tudo vai depender da espécie de serviço oferecido e das vantagens e desvantagens de se ter uma sede. Microfranquias podem ser, por exemplo, em modelos menores, como foodtrucks, quiosques ou corner (espaço dentro de outra loja).
Outra ideia falsa é que sendo a franquia menor, seu faturamento também será enxuto. Isso, entretanto, não é verdade, pois uma microfranquia pode obter faturamento igual ou superior ao de uma franquia tradicional. Ou seja, microfranquia não significa microlucro.

Vantagens da microfranquia

Uma das vantagens mais fortes das microfranquias é justamente o baixo investimento inicial que elas exigem. Elas são uma excelente opção para quem sonha em empreender, mas tem pouco dinheiro para investir. Muitas, como já dissemos, não necessitam de ponto comercial, o que barateia ainda mais o custo da operação.
As outras vantagens estão muito relacionadas ao próprio sistema de franchising. As microfranquias são negócios previamente estruturados e testados, com uma marca reconhecida e estabelecida no mercado.
O empreendedor que escolher uma microfranquia também poderá contar com todo o auxílio do microfranqueador. Este transmitirá todo o conhecimento sobre a operação e gestão do negócio, aumentando as chances de sucesso do empreendedor. Treinamentos, manuais, conferências, consultorias e guias estarão à disposição de quem entrar para esse universo.
Além disso, constantemente a microfranquia receberá apoio da franqueadora na divulgação da marca, produtos e serviços, bem como na análise de dados a respeito do mercado-alvo. A atuação dentro do sistema de franchising também permite negociações melhores com fornecedores e com bancos para obtenção de financiamentos com condições diferenciadas.
No caso das microfranquias home office há ainda as vantagens de não perder tempo com deslocamento, não gastar dinheiro com aluguel de uma sede, ter horários mais flexíveis e, assim, conseguir gerenciar mais o tempo pessoal.
Muita atenção

Não é porque o investimento é menor que os cuidados na hora de entrar em uma microfranquia não devam ser tomados. As recomendações são as mesmas aplicadas para a escolha de uma franquia: pesquise informações, visite lojas, converse com franqueadores e franqueados e esteja atento à Circular de Oferta de Franquias (COF). Não assine nenhum contrato por impulso e lembre-se: não é porque é uma microfranquia que o risco vai ser menor.
                              Fonte: Daiane de David Central do Franqueado

Central do Franqueado

quinta-feira, fevereiro 09, 2017


Para a Abrasel, o ambiente concorrencial permaneceu disputado em 2016 e todas as redes estabelecidas estão agressivas em preços e promoções

A Taco Bell, rede de fast-food especializada em comida mexicana, vai acelerar o ritmo de abertura de lojas no Brasil. A rede, representada no Brasil pela Sforza, da família do empresário Carlos Wizard Martins, começou a operar em setembro de 2016 no país com meta de abrir 25 lojas em quatro anos. A rede abriu seis lojas no país desde setembro e prevê chegar ao fim de 2017 com 21 unidades no Estado de São Paulo.

"A rede tem recebido uma resposta tão positiva do público que resolveu acelerar a abertura de lojas. A meta de chegar a 25 lojas em quatro anos será concluída em um ano e meio de operação", diz Michel Chaim, diretor de operações da Taco Bell no Brasil. Segundo ele, as unidades já abertas têm registrado demanda de 25% a 30% acima do esperado. Em média, cada unidade atende de 550 a 600 pedidos por dia.

Chaim estima que a Taco Bell torne-se lucrativa em dois a três anos, mantendo o ritmo de expansão de dois dígitos. As lojas serão todas próprias e o investimento para abrir 25 lojas está mantido em R$ 100 milhões, com recursos da Sforza. "A ideia é abrir o maior número de lojas que conseguir com esse orçamento, se der para abrir 30 lojas com esse recurso, isso vai ser feito", disse o executivo.

O plano, sob avaliação, é abrir restaurantes no Rio de Janeiro, em Curitiba, Belo Horizonte e Brasília futuramente. A rede opera no Brasil com 223 pessoas atualmente. A previsão é chegar a 650 funcionários até o fim do ano.

Paulo Solmucci Junior, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), diz que "o ambiente concorrencial permaneceu disputado [em 2016], todas as redes estabelecidas estão agressivas em preços e promoções. Os entrantes, caso da Taco Bell, não têm ainda escala para perturbar este mercado". Dependendo da bandeira, o faturamento empatou com o de 2015 ou teve aumento nominal de até 2%.

O Brasil fechou 2016 com 5.488 restaurantes de fast-food, número 5,7% acima do registrado em 2015, segundo a consultoria Geofusion.

Globalmente, a rede Taco Bell, pertencente à Yum Brands, opera no azul e teve receita de US$ 6,5 bilhões de janeiro a setembro de 2016, com aumento de 3% em relação a igual período de 2015. A Yum Brands, que também é dona da Pizza Hut e do KFC, fechou o período com queda de 3% na receita, para US$ 7,560 bilhões, e alta no lucro de 33%, para US$ 1,352 bilhão.


                        Fonte: Valor Econômico via Abrasel 

Crise e 'foods trucks' fecham restaurantes tradicionais de BH; veja os mais recentes


Ambrósios Grill, Villa Roberti, Xico Nunes Savassi e Cantinho da Roça. Nomes de tradicionais restaurantes de Belo Horizonte que, em comum, além da localização na região Centro-Sul de Belo Horizonte, encerraram as atividades nos últimos meses. A crise e a concorrência dos 'foods trucks' são apontados como fatores para o fechamento dos estabelecimentos.

Na capital mineira, conforme levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), há em funcionamento aproximadamente 18.600 bares, restaurantes, lanchonetes e casas noturnas autorizadas a comercializar alimentos. Por ano, dezenas deles fecham as portas e outros tantos abrem. A rotatividade é considerada comum pela associação, já que a grande maioria não resiste e encerra as atividades em menos de dois anos.

"O que nos deixa intrigados e preocupados são restaurantes já com 10, 12 anos de atividade, que são modelos de gestão, encerrando as atividades", lamentou Lucas Pêgo, diretor executivo da Abrasel. Ele avalia que os altos custos do setor, a diminuição do poder de consumo do brasileiro e os food trucks podem ter contribuído para o fechamentos destes tradicionais restaurantes.

Desleal

"Temos mais pessoas desempregadas e, com a diminuição do poder de consumo, as pessoas buscam algo mais barato. O maior indicador disso é o retorno dos camelôs no Centro de BH, por exemplo. No nosso caso, enfrentamos os camelôs de comida", alfineta, referindo-se aos foods trucks.

Pêgo observa que os custos dos restaurantes são altos devido aos encargos, folha de pagamento e compra de material, além disso, há também um número elevado de leis a serem cumpridas. Para ele, a mesma exigência não é cobrada dos comerciantes sobre rodas. "No estabelecimento credenciado, uma pessoa recebe o dinheiro, outra prepara a comida e outra faz a entrega do alimento. Se a vigilância sanitária flagrar alguma irregularidade, multa. A fiscalização do trabalho, porém, chega muito pouco nestes estabelecimentos informais", lamentou.


                    Fonte: Hoje em Dia

Invista pouco em uma pequena FRANQUIA


Microfranquias - Uma ótima opção para ganhar dinheiro investindo pouco.

As microfranquias são uma ótima opção para ganhar dinheiro investindo pouco e o mercado brasileiro oferece um sem número de opções para você escolher. Confira mais detalhes nesta matéria.

Para quem quer ganhar dinheiro, uma ótima opção é abrir uma microfranquia, que é um mercado que vem crescendo bastante, custam no máximo 50 mil reais e algumas permitem até que se trabalhe de casa, sendo uma home based.
É a chance de se tornar seu próprio patrão sem fazer um investimento tão grande.
De acordo com os dados mais recentes da Associação Brasileira de Franchaising – ABF, o mercado de franquias de modo geral cresceu em torno de 105 bilhões de reais no ano passado e as marcas disponíveis no mercado brasileiro chegaram a 350. O setor mais procurado é o de serviços. O rendimento médio é em torno de 30 mil reais mensais.
O programa Mais Você mostrou alguns casos de sucesso de pessoas que acreditaram no poder das microfranquias e se deram bem, como a Aline Cavalcante, que era dona de casa e queria trabalhar, então seu marido sugeriu que procurassem uma franquia.
Há três anos, Aline comprou uma microfranquia de uma empresa de seguros por 10 mil reais. No primeiro ano, começou a trabalhar em casa e fez um curso exigido para exercer a profissão de corretora.
Aline explicou o motivo que a levou a fazer esse investimento nesse tipo de negócio: “O risco eu acho que é menor.

A franquia tem toda uma estrutura por trás, e qualquer dúvida, então como era pra mim tudo muito novo, era melhor começar com uma franquia”.
Ana Lembrou da Cleusa Maria, que esteve no programa em janeiro e contou como conseguiu chegar lá fazendo balas de coco recheadas, que aprendeu no Mais Você.
Os produtos fizeram tanto sucesso que a Cleusa abriu uma pequena doceria em sua cidade e depois de cinco anos, ela atendeu ao pedido de um cliente que queria investir na marca e vendeu a primeira franquia da loja de doces.
De lá para cá, já são 126 lojas, sendo oito próprias! O caso dela se encaixa no setor de “franquias”, não microfranquias, porque a primeira franquia foi vendida por cerca de 150 mil reais. Hoje, pra você abrir uma loja como a dela, tem que desembolsar cerca de 300 mil reais.

Cartilha ensina como iniciar seu negócio no segmento de franquias

A presidente da Associação Brasileira de Franchising, Fátima Rocha, montou uma cartilha para quem tem um dinheirinho extra e quer começar o seu negócio. Tire as dúvidas e anote as dicas!
Erros mais comuns:
  1. Achar que vai ficar rico sem trabalhar;
  2. Comprar uma microfranquia pelo preço baixo, sem gostar do ramo escolhido
Por que abrir uma microfranquia e não um negócio próprio? Porque quem nunca teve um negócio geralmente não tem noção de como lidar, então o franqueador entra aí como um anjo da guarda. Ele vai orientando o franqueado, que vai seguindo uma sequência lógica, até chegar à abertura do negócio.

Fazer parte de uma rede tem suas vantagens

No sistema de franquias, as marcas já estão consolidadas e testadas no mercado, já têm marketing compartilhado, e o franqueado não precisa investir em divulgação, porque isso é custeado pela rede.
Se você não tem experiência alguma em negócios, o modelo de franquia é extremamente interessante, pois acaba se transformando em uma grande escola de negócios.

O franqueador deve ajudar na hora da contratação

Quem abre uma microfranquia recebe ajuda também na hora de contratar funcionários, na seleção.
Dicas:
  • Não economize ao contratar um consultor ou advogado, porque é ele que vai analisar toda a documentação do franqueador e analisar tudo, prazos, conteúdo e se está tudo correto.
  • Analise se você tem o perfil necessário para o negócio, porque vai ter que trabalhar muito e gostar do que faz.
Mantenha-se atualizada a respeito de microfranquias e outras opções de negócios, assinando o nosso Boletim Informativo.
                      Fonte: Mulheres Empreendedoras